10 de jun de 2013

Crítica: Depois da Terra

Posted by Thaís Colacino On 00:04 0 comentários


Depois da Terra é um filme que, apesar do grande orçamento, não tem muita ambição narrativa. Com uma história simples, entrega exatamente o que promete. E não é muita coisa.

A história se passa mil anos após eventos forçarem os humanos a se retirarem da Terra para Nova Prime, um novo lar. O General Cypher Raige volta para casa depois de muito tempo longe da família e afirma que irá fazer "um último trabalho" antes de se aposentar. Para tentar estreitar os laços com o filho, Kitai, Raige o leva para a missão, mas uma chuva de asteroides os faz desviar dos rumos, levando a um lugar onde tudo evoluiu para matar humanos: a Austrália a perigosa e desconhecida Terra. Raige está ferido e sobra a Kitai a missão de tentar enviar o sinal de ajuda para resgatá-los antes que sejam mortos.


O problema é que Depois da Terra é isso: uma trama simples e previsível do início ao fim. As atuações também não ajudam muito. Will Smith, apesar de ser um ótimo ator, entrega um General que não tem medo, mas parece não ter nenhum outro sentimento, nem mesmo revendo a esposa após tanto tempo, levando um presente como forma de afeto.

Já Jaden Smith é basicamente um garoto assustado, mas isso é da história. Porém, nos momentos em que ele deve mostrar emoções, também escorrega e soa forçado demais, até por que os motivos parecem inverossímeis. Para falar a verdade, a cena mais emotiva vem de alguns animais e não da dupla principal.


Há também um outro questionamento que o público pode fazer: se os humanos não estão na Terra há mais de mil anos, por que todos os animais de lá evoluíram para matá-los?

Não mostrando nada de novo, Depois da Terra segue uma história linear, sem reviravoltas, mostrando uma família tentando se entender, com um clímax curto e nem um pouco emocionante. Alguns disseram que o filme serve como uma analogia à fama de Will Smith e seu filho, Jaden, tentando superá-lo ao seguir seus passos. Aparentemente, se Jaden fizer tudo o que Will manda, ele terá sucesso. E, sinceramente, esse foi o sentido mais profundo que o filme passou.

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