12 de mai de 2013

Crítica: Uma Ladra Sem Limites

Posted by Aline Guevara On 12:09 0 comentários


Uma Ladra Sem Limites é o tipo de comédia que tenta recriar fórmulas de sucesso consagradas em outros filmes como Se Beber Não Case e Um Parto de Viagem e engrandece o seu elenco com nomes da comédia como a indicada ao Oscar Melissa McCarthy, Robert Patrick, além de Jon Favreau e Eric Stonestreet (o Cameron da série Modern Family) em participações especiais.

Diana (McCarthy) é uma criminosa que rouba a identidade das pessoas e sai gastando indiscriminadamente com cartões de crédito falsos. A vítima da vez é Sandy Patterson (Jason Bateman), que, em uma cena que não condiz com o seu personagem, entrega todos os seus documentos sem nem hesitar quando a ladra liga se fazendo passar por uma funcionária da empresa do cartão de crédito. 

Quando descobre a fraude, Sandy (que é frequentemente motivo de piada pelo nome "feminino") precisa ir atrás de Diana e fazê-la confessar o crime para não perder o emprego. Começa então a busca pela mulher e a tentativa de convencê-la a fazer o certo. Para completar o drama, a sua esposa Trish (Amanda Peet), mãe de suas duas filhas, está esperando um terceiro bebê.

Melissa McCarthy é uma atriz competente e é o grande trunfo de Uma Ladra Sem Limites. Apesar de não mostrar uma variedade muito grande de atuação, ela demonstra que a comédia está no seu sangue. Mas o melhor de tudo é perceber que da mesma forma que o humor lhe vem com facilidade, a carga emocional e dramática da personagem também é desenvolvida com muita eficiência. A atriz transita bem entre os dois gêneros e ás vezes os abraça simultaneamente quando a cena permite. E co-estrelando o longa está Bateman, atuando no automático no papel de bom moço super correto de sempre.

Em alguns momentos o absurdo toma conta do filme com a simples função de arrancar mais algumas risadas das situações bizarras. Elas lembram levemente Se Beber Não Case II em suas cenas de surto, quando o tom de comicidade é regido pela violência física. E dá-lhe Melissa McCarthy estapeando e sendo estapeada. 

Jon Favreau em participação especial e divertida
Um dos maiores problemas do filme é o desenvolvimento das tramas paralelas do caçador de recompensas e do casal de criminosos. Primeiramente, ambos trazem cenas de tensão que não condizem com o restante do filme, mais leve e engraçado. Os criminosos nem ao menos são carismáticos, portanto completamente dispensáveis. O caçador esbanja carisma, mas está deslocado na história e só serve para ser mais um obstáculo para os protagonistas. Se eles tivessem sido cortados, o filme teria uma duração menor e seria melhor focado no que realmente importa, a relação entre Sandy e Diana.

O filme é inofensivo e consegue arrancar risadas nos seus momentos de comédia, mas é completamente esquecível minutos após a saída da sessão.


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