14 de fev de 2013

Era uma vez: Os cinco porquinhos

Posted by Thaís Colacino On 23:00 0 comentários

Um porquinho é culpado de um assassinato. Não literalmente, claro.

Um pintor, chamado Amyas Crale, foi assassinado há 16 anos. Todas as provas pareciam apontar para a esposa, que confessa o crime. Porém, ela morre na prisão, deixando uma carta para que a filha lesse quando completasse 21 anos (sendo que tinha 5 na época do crime). Na carta, a mãe afirma que é inocente. Mas dezesseis anos se passaram e nenhuma prova existe para determinar o contrário. Mas Carla, a garota, encontra alguém que pode ajudá-la: o detetive Hercule Poirot.

Os cinco porquinhos, livro de Agatha Christie publicado em 1942, tem uma história fascinante. Como já é de praxe do detetive Hercule Poirot, os casos são desenvolvidos psicologicamente. Ele reúne as cinco pessoas presentes na casa do pintor na época do assassinato e pede que cada uma reconstitua os dias anteriores ao crime, de acordo com o que sabem. Partindo de uma cantiga de ninar inglesa, ele nomeia os presentes de Os Cinco Porquinhos.

Os personagens de Agatha são poucos e justamente por isso, críveis e bem elaborados, principalmente o psicológico, já que a trama se baseia muito nisso. São também pessoas que poderíamos encontrar no dia a dia, e todos têm motivos para serem - ou não - inocentes.

Os motivos para a morte do pintor podem ser vários: seria amor, ódio, ciúme ou acidente? Afinal,tratava-se de um artista, e todas as emoções eram exacerbadas. Até mesmo Carla, com cinco anos, é suspeita do crime. O assassino só é descoberto no final, surpreendente e bem elaborado.

Os cinco porquinhos é uma leitura leve, coerente e criativa, um ótimo livro de romance policial.


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