27 de nov de 2012

Das Prateleiras: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

Posted by Aline Guevara On 23:48 0 comentários




Quando Audrey Tatou cortou o cabelo curtinho para protagonizar o filme de Jean-Pierre Jeunet certamente não imaginou que seu rosto estamparia camisetas, cadernos, canecas e que fariam bonequinhas com sua nova personagem. A jovem atriz francesa estava para criar uma das faces mais famosas na cultura pop, a Amélie do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux Destine D’ Amélie Poulain, 2002). 

Se ainda existe alguém que não viu esse filme, pare agora e vá procurá-lo, pois é obrigatório a qualquer um que goste de cinema. Se não viu porque ele é francês, pior ainda, deixe o preconceito de lado e se entregue a uma belíssima experiência cinematográfica.

Como convencer alguém a sair de casa, por Amélie Poulain
Amélie é uma garçonete que mora no charmoso bairro de Montmartre em Paris que vê sua vida mudar após encontrar uma caixa escondida no seu apartamento, evento esse que só decorreu do susto que a garota levou após descobrir que a princesa Diana havia morrido. Ao ver a alegria que o objeto leva a pessoa que o havia perdido, a impressionada garota decide estender esse sentimento a outras pessoas e, a partir de pequenos gestos, engatilha uma série de acontecimentos positivos na vida das pessoas que a cercam. 

Amélie é uma personagem diferente de tudo que o cinema já havia apresentado. Após passar a infância acatando tudo o que seus neuróticos pais ditavam, ela passa a vida adulta em uma espécie de bolha, nunca se envolvendo demais com nada nem ninguém. A devolução da caixa escondida muda completamente a sua forma de ver a vida e é encantadora a forma como ela usa isso para mudar a vida dos outros. A maneira que ela encontra de instigar o pai a viajar é particularmente criativas e divertidas (e tenho certeza que repetida por muitos).

Pequenos prazeres

Se o roteiro é adoravelmente envolvente, assim como a delicada personagem principal, a fotografia e a trilha sonora fazem justiça ao restante do trabalho. Montmartre é realmente um cenário propício por si só, mas o filme transforma o bairro boêmio em uma encantadora paisagem repleta de cores intensas que bem poderiam ter saído de um sonho delirante. A melodia que embala o longa, criada por Yann Tiersen, também é fabulosa e, assim como o rosto de Amélie, extremamente reproduzida.

Parte da doçura de Amélie Poulain é nos fazer perceber que nossos mais frequentes motivos de felicidade são aqueles que decorrem de pequenos gestos que nos dão prazer, seja colocar morangos nas pontas dos dedos antes de comê-los ou tirar fotos nas estações de metrô. Nos faz pensar que podemos extrair magia até dos momentos mais banais.  

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