10 de set de 2012

Perdidos no Espaço da TV: Go On - Primeiras impressões

Posted by Aline Guevara On 22:04 0 comentários




Mais uma série que chama atenção mais pelo nome de quem participa de sua produção do que por sua trama, Go On é a nova série de comédia de Matthew Perry (Friends). Mas diferente de Revolution, o seriado não cria grandes expectativas e surpreende positivamente.

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A premissa é simples: um locutor esportivo de rádio perde a esposa e para seguir em frente ele é obrigado a fazer terapia em grupo. Mas, não acreditando que precisa de ajuda, ele passará o tempo todo boicotando a sessão para provar que está bem. Na verdade, comédia não é uma boa definição para a série, que mescla momentos de humor com cenas melancólicas. Mas isso ocorre na dosagem certa.

No piloto, Ryan King (Perry) transforma sua primeira sessão de terapia em um hilário concurso para definir quem tem a história de vida mais triste. Contrariando constantemente os ensinamentos da terapeuta Lauren (Laura Benanti), quer provar que já superou o luto. Mas depois de um ataque de fúria diante de uma situação que o lembra da morte da esposa, ele percebe que a dor é mais profunda do que imaginava.

É impossível não relacionar um pouco o sarcasmo e os trejeitos bem humorados de Ryan King com os de Chandler Bing, seu personagem mundialmente conhecido. Mas é como se seu personagem tivesse envelhecido, amadurecido. A principal diferença entre os dois é que em Go On Perry mostra um lado melancólico que jamais teria espaço na série de Ross, Rachel e Cia. E o ator, tão conhecido por sua atuação cômica, está fantástico nas suas poucas cenas dramáticas também. A cena em que ele não consegue dormir em sua cama de casal e vai para o sofá é tecnicamente tão simples de produzir, mas graças à expressão de Perry ela ficou impressionantemente triste.

A série reserva uma surpresa para quem esperava que Tyler James Williams (o Chris de Everybody Hates Chris) fosse ser outro importante foco de comédia do programa. Ele parece ser o personagem mais fechado em sua própria tristeza e isso pode ser um elemento bem interessante para Go On explorar. O destaque cômico no grupo de terapia fica com Julie White, que interpreta uma advogada lésbica que perdeu a companheira e tem que lidar com seus sentimentos, que manifesta sendo agressiva.  

Não é uma grande série, ao menos não a princípio, mas pode agradar bastante quem procura uma programação diferente do que a televisão norte-americana costuma produzir no gênero de comédia. E claro, os fãs de Matthew Perry.

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