18 de set de 2012

Das Prateleiras: O Ultimato Bourne

Posted by Thaís Colacino On 16:33 0 comentários

"Eu me lembro. Eu me lembro de tudo. Eu não sou mais Jason Bourne."




O Ultimato Bourne (115 min, 2007) não começa onde A Supremacia Bourne parou. Na verdade, o segundo e terceiro filme se mesclam (assim como o Legado Bourne é um paralelo dos dois) para dar um final extremamente satisfatório que fecha a história em si fazendo correspondência com o primeiro filme. Tudo isso recheado com muita ação.

O filme começa com mais uma perseguição a Bourne, dessa vez em Moscou. Não sabemos por que ele está sendo perseguido nem como se feriu (mas podemos supor baseado no segundo filme). A vida que ele escolheu ao sair da CIA o faz ser perseguido mundo afora e ele resolve, depois de tal evento, colocar um ponto final em tudo.






Enquanto isso, na Itália, o jornalista Simon Ross (Paddy Considine) conversa com uma fonte não somente sobre a operação Treadstone, que criou Bourne, mas também sobre outra, chamada BlackBriar. Claro que isso o coloca no radar da CIA, que o mantém em vigilância. O problema é que ele já havia publicado informações sobre Bourne, e este também vai atrás do jornalista para saber mais, mas acaba denunciando sua posição, sendo novamente caçado.




Nicky sempre no lugar errado
A direção continua como nos filmes anteriores: focando no rosto dos personagens em momentos de tensão e um pouco tremida quando há dialógos depois de corridas. As perseguições, que antes foram de carro e moto, nesse filme agregam as duas formas anteriores mas adiciona uma corrida por telhados em Marrocos. As cenas de ação estão mais rápidas, mas mesmo assim são fáceis de entender. O destaque vai para uma cena em que Bourne quase é vítima da mesma morte do agente que matou no segundo filme.





As atuações de todos são excelentes, com Matt Damon como um Jason Bourne agora menos alterado mas ainda assim buscando respostas e cansado. Já Julia Stiles volta a viver Nicky Parsons, alguém que parece ter uma sorte muito ruim para sempre estar no lugar errado na hora errada. Até mesmo Considine, o jornalista, demonstra bem o pânico e más decisões tomadas por aqueles que sabem que estão sendo perseguidos e acham que vão morrer e todos são inimigos.




Os destaques da agência são Noah Vosen, vivido por David Strathairn, que comanda a perseguição a Bourne e mostra-se implacável, mesmo que vidas inocentes sejam perdidas no caminho. Ele recruta Pamela Landy (Joan Allen), que foi atrás de Bourne no segundo filme e mostra-se extremamente inteligente para lidar com situações sob pressão. A briga de egos e ética dos dois dá um tempero extra ao filme. Fechando, há o Dr. Albert Hirsch (Albert Finney), responsável por Bourne ser o que é e que não tem medo de confrontá-lo.

Noah Vosen

(Um diálogo do filme)
Noah Vosen (no celular): Talvez nós possamos marcar uma reunião.
Jason Bourne: Onde você está agora?
Noah Vosen: Estou sentado em meu escritório.
Jason Boune: Eu duvido.
Noah Vosen: E por que você duvidaria?
Jason Bourne: Se você estivesse no seu escritório agora nós estaríamos tendo essa conversa cara a cara.

O filme também tem Jason Bourne invadindo escritórios da CIA e finalmente chegando a onde tudo começou em busca de respostas. Para quem já conferiu os filmes anteriores, algo mais do que esperado. Para quem não conferiu ainda, é uma ótima trilogia de suspense, espionagem e ação, com uma tremenda história.

PS (contém spoiler):
A cena final é idêntica ao começo da trilogia, Bourne na água, e pode ser interpretada como um recomeço, assim como quando Jason acordou sem saber de nada e ficou parado no mar, agora ele sabe de tudo e trilhou ele mesmo o caminho de volta ao mundo. Brilhante.
 

0 comentários:

Postar um comentário