15 de set de 2012

Crítica: Resident Evil 5 - Retribuição

Posted by Bueno Neto On 15:02 0 comentários



Resident Evil 5 - Retribuição (Resident Evil: Retribution, 2012 - 95 minutos) é o quinto filme da série que adapta para os cinemas a franquia de games criada pela Capcom. Desde o início a cine-série Resident Evil seguiu o mesmo caminho que muitas adaptações de games e se afastou da história original. Afastou até do conceito original que começou com gênero horror de sobrevivência nos games para um gênero predominantemente de ação com leves toques de horror nos filmes. Ja é fato conhecido que a grande maioria das adaptações de games para cinema são horríveis, desagradam os fãs e passam apenas como um filme ruim para quem nunca ouviu falar do título. Dificilmente um filme baseado em jogo passa do segundo filme, quanto mais chega ao quinto, e se Residente Evil consegue essa proeza com bom público, mesmo tão distante do game original, temos que dar um certo crédito ao trabalho.


Tratando-se de Residente Evil, o crédito vem quase todo para sua estrela Milla Jovovich, que semi-nua ou de roupas colantes encarna Alice. E seu marido e diretor do filme, Paul W.S. Anderson, sabe muito bem explorar a tela e exaltar sua beleza, seja quando ela acorda "vestindo" apenas uma espécie de mini-avental de laboratório, ou correndo e dando tiros de salto alto. Explorar a beleza de sua esposa nas telas não é a única coisa boa que Anderson traz ao filme, o cineasta não é nenhum gênio do cinema, mas soube fazer o que se propõe a ser um filme divertido baseado em games. 


Se a história de Resident Evil no cinema se distancia dos jogos o mesmo não acontece com a sensação de assistir a película. É como estar no jogo o tempo inteiro, dos créditos iniciais aos finais. É tudo uma grande tela de video game. Os ângulos de câmeras te transportam para um universo de game, temos até as "telas" de 'loading", temos chefes de fase, missões muito bem explicadas e lineares, tendências de jogos atuais que usam "side quests". Sim, em momentos do jogo (ops, quis dizer filme) Alice abandona a missão principal para um objetivo menor. Em resumo, o filme tem tudo que podemos encontrar num bom jogo, até tutorial de como jogar, ou melhor como atirar. 



Na tela inicial, quero dizer, no início do filme também temos um efeito muito bem explorado, mas dessa vez retirado de outro jogo de zumbis, Dead Island, que mostra uma cena linda em câmera lenta. De modo reverso, Resident soube usar muito bem este recurso durante os créditos deixando uma abertura realmente empolgante.


Talvez assemelhar o próprio filme com um game seja o segredo de Resident Evil no cinema, mesmo porque Anderson foi alvo de muitas críticas por parte dos fãs, afinal, a personagem principal, Alice, não existe no jogo. A própria história do filme também é bem diferente. Pelo jogo a contaminação foi contida, a Umbrella "desmantelada" e seus remanescentes se tornaram bio-terroristas, enquanto no filme a contaminação tomou o mundo. Com toda essa controvérsia o diretor soube contornar o problema trazendo os personagens clássicos do game para tela. Especificamente neste filme temos Jill Valentine (Sienna Gillory), Ada Wong (Binbing Li) e Leon S. Kennedy (Johann Urb), além de monstros e zumbis bem familiares aos jogadores.


Para trazer toda essa atmosfera dos games para as telas e manter a identificação do filme com o jogo foi preciso abrir mão de de alguns detalhes como certas leis da fisica e do bom senso, como usar um vestido vermelho decotado evidenciando as pernas de fora quando se vai numa missão na neve. Mas quem se importa com isso? Queremos ver Ada Wong com a roupa que ficou conhecida nos games, Leon disparando contra os Las Plagas e Alice correndo de roupa apertadinha. Então nem vou enumerar aqui os defeitos do filme. Trate como um CG dos games e divirta-se porque o filme cumpre esse papel simples divertir sem se levar a sério.














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