21 de jun de 2012

Era uma vez: A Dança dos Dragões

Posted by Aline Guevara On 16:36 0 comentários

Para a nossa alegria a Leya resolveu antecipar o lançamento do quinto livro de As Crônicas de Gelo e Fogo aqui no Brasil e a contagem regressiva para ter o volume em mãos está chegando ao fim. A partir de quarta-feira (27/06) a linda capa de Dany com seu dragão deve embelezar as prateleiras das livrarias.

Como se fosse uma "parte 2" do quarto livro, O Festim dos Corvos, A Dança dos Dragões nos conta o que estava ocorrendo com Daenerys, Jon, Tyrion e Bran enquanto Cersei mandava e desmandava em Porto Real, Jaime tomava as rédeas nas negociações em Correrio e Brienne ziguezagueava sem rumo por Westeros.

Nós aqui da Quentin não aguentamos de ansiedade e lemos o livro em inglês mesmo, então vamos ao que interessa: a resenha!

A Guerra dos Tronos

A Fúria dos Reis
A Tormenta das Espadas

O Festim dos Corvos

(Spoilers!)

E vamos começar pela Mãe de Dragões. A expectativa é sempre muito alta em relação à menina e talvez por isso que nos frustramos tanto em seus capítulos. Dany ainda está muito longe de voltar para Westeros, pois se na teoria o plano de permanecer em Mereen para treinar sua habilidade como governante enquanto esperava os dragões crescerem parecia ótimo, na prática a história foi outra. A cidade se torna um caos sem tamanho com a tentativa da Rainha de abolir seu principal sistema econômico, o comércio escravagista. As tentativas de contornar a situação são inúmeras e não dá para tirar o crédito da moça que tenta a todo custo melhorar a vida do povo que tomou como seu, mas, como leitora, é maçante ficar acompanhando os problemas de um lugar com o qual você não se importa nem um pouco. Lançando a campanha #danyvolteparawesteros

Jon agora é Lorde Comandante da Patrulha da Noite e faz por merecer o seu título. Se o que vimos até agora nos livros foi o menino ingênuo e leal, Dança nos mostra um outro lado seu. Ele sabe que como comandante precisa tomar decisões difíceis, como o Meistre Aemon o alerta: “Mate o menino em você e deixe o homem nascer”. Jon repetirá essas palavras ao longo de todo o livro como que para se lembrar que não pode mais se dar o luxo de ser bonzinho. Ele provavelmente é o dono dos melhores capítulos do livro. A cada vez que vemos seu nome acima da página sabemos que vem coisa boa em seguida.

Tyrion, apesar de ótimo personagem, tem
umas das histórias mais chatas do livro
(Arte de Anja Dalisa)
Tyrion. O anão geralmente é responsável pelas melhores tramas da história, mas depois de um quarto livro sem uma linha sobre o destino do Lannister, este livro não nos oferece uma recompensa muito boa. É incrível, mas sua história chega a ser chata. Após deixar Porto Real, ele embarca para Pentos a mando de Varys e lá encontra Illyrio, aquele cara que deu os ovos de dragão para a Dany. Ele explica a Tyrion que vai mandá-lo como mensageiro a Daenerys para preparar a volta da Rainha para Westeros. Até aí, a coisa está quente! Finalmente veremos nossos queridos personagens se cruzarem... O problema é que isso não acontece. Tyrion dá voltas e voltas no livro, cada hora mais perdido que no momento anterior e apesar de ser a partir de seus olhos que descobrimos uma das grandes revelações do livro, é muito irritante como ele chega tão perto de seu objetivo, encontrar Dany, e não consegue alcançá-la.

Falando na revelação, temos um novo Targaryen na área. Aliás novo não, afinal todos o conhecem, mas julgavam-no morto. Aparentemente Varys salvou Aegon, o filho bebê de Rhaegar, da Fortaleza Vermelha antes do ataque dos Lannister e o manteve vivendo em segredo fora de Westeros. Agora temos outro dragão para reivindicar o Trono de Ferro e não faço a menor ideia de como vai ficar essa briga.

Bran continua sua jornada além da Muralha e finalmente encontra o corvo de três olhos, na verdade um vidente verde dos antigos filhos da floresta. Ele explica que o menino Stark é o escolhido para o substituir como o sábio entre seu povo. Bem, muito bonitinha essa história do Bran absorver toda a sabedoria das árvores e tal... mas não dá para o garoto ter feito toda essa jornada para virar raiz NÉ?!! Espero de todo o coração que ele absorva toda a sabedoria que puder, descubra quem são os pais do Jon e todos os mistérios de Westeros e dê o fora dali.

Arya continua treinando em Bravos para
se tornar uma assassina sem rosto
(Arte de Rene Aigner)
Outra que precisa seguir esse mesmo caminho é Arya. Apesar de termos capítulos seus em Festim dos Corvos, ela volta a aparecer na metade final de A Dança dos Dragões. Vemos a menina finalmente completar seu aprendizado com a troca de rostos, mas também percebemos que seus mentores na Casa do Deus de Muitas Faces podem ser tão perigosos quanto qualquer outro fanático religioso do livro.

Dois personagens têm muito destaque nesse livro: Davos e Theon. O primeiro nos conduz a casa Manderly e nos proporciona o tão sonhado gostinho de vingança desejado desde o terceiro livro, afinal, ninguém esqueceu o massacre da família Stark e a covardia no assassinato do Jovem Lobo. O Norte se lembra! O leal cavaleiro de Stannis também assume a missão de buscar Rickon, aparentemente em um lugar horrível, e trazê-lo de volta para assumir Winterfell. Já Theon, que aparece sob muitos nomes no livro, é uma surpresa. Ele teve um destino terrível após deixar Winterfell no segundo livro e sua personalidade sofreu uma mudança brutal. Seus capítulos são muito interessantes, assim como a luta que acompanhamos em sua mente.

(Spoilers, muitos spoilers!)

A capa acaba revelando uma cena importante do livro, a volta de Drogon para Dany. O dragão foge da mãe logo no começo do livro quando ela tenta prendê-lo nas masmorras junto com os irmãos para proteger a população de seus ataques. O momento de reencontro é um alívio, já que a rainha passa a maior parte do tempo ignorando as criaturas uma vez que não consegue controlá-las. O final, com a fuga de Dany e Drogon de Mereen, parece ter servido para a garota repensar a sua vida e seus objetivos, além de uni-la novamente com seus dragões.

Jon é o responsável por alguns dos melhores
capítulos do livro e seu final é de tirar o
fôlego (Arte de Anja Dalisa)


O final do livro é bombástico. Como a cada final de um volume seu a sede de sangue de George R. R. Martin cresce, sempre podemos esperar vítimas nas últimas páginas. A primeira perda que sentimos é Quentyn Martell, o pobre príncipe de Dorne que vai atrás da Dany propor uma aliança por casamento que ela solenemente recusa. Só porque o coitado era feio e sem graça! Ok, não foi bem por aí, mas se ele fosse bonitão e charmoso talvez a história fosse outra. Justiça seja feita, ele morreu por culpa da própria ingenuidade. Achar que pode controlar um dragão é mesmo estupidez. Não satisfeito, Martin nos põe em dúvida sobre o destino de Stannis, afinal o bastardo Bolton alega que matou o rei Baratheon. Mas o autor ainda consegue se superar e nos deixar em estado de desespero com a conclusão do último capítulo de Jon, onde o rapaz é covardemente atacado por seus companheiros da Patrulha, esfaqueado várias vezes até perder a consciência. E agora? Há alguma chance de Jon estar vivo? Sabe-se lá quando teremos a resposta.

Martin já publicou em seu site (clique aqui para ler) um capítulo de seu próximo livro da série, The Winds of Winter (Os Ventos do Inverno, em tradução livre). E é de Theon. É um aperitivo bacana, mas depois de ler A Dança dos Dragões, queremos que o escritor termine logo o sexto volume!

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