26 de jun de 2012

Das Prateleiras: Planeta dos Macacos – A Origem

Posted by Natália Lins On 12:22 0 comentários



O grande sucesso épico da ficção científica “Planeta dos Macacos” marcou a história, desde a série até os filmes, desenhos e quadrinhos com o mesmo tema, porém abordando diferentes aspectos.

A produção “Planeta dos Macacos – A Origem” veio para elevar o nível de qualidade, tanto na história quanto na tecnologia. Escrito por Amanda Silver e Rick Jaffa e dirigido pelo inglês pouco conhecido, Rupert Wyatt, o filme foi capaz de unir vários fatores que trouxeram o tão esperado sucesso. Uma dose de ação, sem deixar de emocionar, unidas a uma história condizente com a franquia, são os ingredientes necessários para não decepcionar o espectador.


A trama conta a história de Will Rodman (James Franco), um cientista que procura desesperadamente a cura para o mal que aflige seu pai (John Lithgow), o Alzheimer. Nessa busca acaba descobrindo uma vacina que ajuda na recuperação da doença. Mas seus planos vão por água abaixo quando sua cobaia, a macaca “Olhos Azuis”, em um ataque de fúria põe a pesquisa a perder, fazendo com que a Empresa encerre o projeto.

Sem pestanejar, Will leva para casa o filhote da macaca. E ai entra em cena o protagonista César (ou Caesar, no original), um chimpanzé que se tornou superdesenvolvido devido às vacinas aplicadas em sua mãe durante a gestação. Com o passar do tempo fica claro através das atitudes de César que a busca de Will pode estar chegando ao fim.



Porém, quando tais “talentos” são descobertos pela raça mais estúpida existente neste planeta, a humana, a história muda seu rumo. O roteiro muito bem estruturado permeia desde essa descoberta até o momento em que, cansados de tamanha exploração, os símios se rebelam contra os seres humanos e organizam uma tremenda revolução comandada por César, onde lutam por sua liberdade e pelo direito de não mais serem usados como cobaias. A sequência da batalha da ponte Golden Gate é fantástica, demonstrando grande resistência à opressão humana. Não perdeu em nada para qualquer esquema tático de guerra.


A história utiliza o tão conhecido paradoxo da humanidade caminhando para autodestruição por conta de seus desejos insanos de evoluir a qualquer custo, atropelando a fluidez da natureza.

O grande personagem da trama é César, com seu jeito profundo, dinâmico e leal, que conquista imediatamente o público. Vivido através do mocap (Captura de Movimentos) pelo mesmo Andy Serkis que já deu vida a outro símio na refilmagem de “King Kong” e também ao Gollum, na trilogia “Senhor dos Anéis”. A tecnologia foi capaz de transmitir ao espectador cada sentimento de César, cada olhar expressando uma sensação, seja de alegria ou de ódio, tornando desnecessário o diálogo excessivo.


O resultado foi melhor do que o esperado, além homenagear os filmes já feitos, encontrou seu próprio caminho para brilhar nas telonas, sem tornar apenas uma continuação dos anteriores. Cheio de significados, as sequências de ação aliadas à tecnologia e ao visual resultaram em uma produção dotada de conteúdo, que traduz uma história cheia de lições e convites a reflexões.

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