30 de jun de 2012

Crítica: A Era do Gelo 4

Posted by Aline Guevara On 04:00 1 comentários



A Era do Gelo é uma das franquias de animação que melhor deu certo nos cinemas e não é a toa que aparece em seu quarto filme ainda com fôlego e tirando risadas de seu público. O longa não é ótimo (da série, aliás, só o primeiro consegue esse status), mas ainda consegue divertir e para muitos, é isso que importa.


O filme começa com uma divertidíssima sequência inicial que explica como o continente unificado, a Pangeia, se dividiu formando o planeta como conhecemos hoje: o esquilinho Scrat, em mais uma das suas trapalhadas ao tentar enterrar uma noz, causa rachaduras que partem do núcleo da Terra, resultando na divisão de sua parte terrestre.  E essa divisão afeta os protagonistas da história, pois Manny é separado de sua esposa Ellie e de sua filha Amora, e junto de Sid, sua avó e Diego, ele tentará encontrá-las novamente.


A partir desse ponto, o filme segue com três tramas: o trio (+ avó do Sid), Ellie e Amora tentando encontrar Manny e Scrat, em suas aventuras cada vez mais insanas.

A preguiça Sid e avó são o alívio cômico do filme
Além dos obstáculos naturais, como terremotos, tempestades no mar e tufões, Manny, Sid e Diego enfrentam o vilão da vez, um orangotango pirata, Entranha, que comanda outros animais nos saques a qualquer barco-iceberg (?!) que esteja de bobeira no mar. O malvado não consegue ser muito assustador, mesmo quando explica a razão de seu nome. A tigresa Shira faz parte de sua tripulação e ainda que tivesse potencial para ser desenvolvida a partir de seu passado, o filme nunca se foca muito nisso, deixando-a somente como par romântico de Diego, ambos interpretando o casal briga-mas-se-ama. A aventura do grupo ainda ganha fôlego nas piadas de Sid e de sua avó, mostrando que a veia cômica vem de família, e a cena dos castores guerreiros, em uma homenagem ao filme Coração Valente, é particularmente engraçada.

Filha de Manny, Amora (ao lado de seu amigo Luís)
ganha cena com seus "terríveis" dramas adolescentes  
Manny e seus amigos dividem o espaço do filme com os dramas adolescentes de Amora. Típica jovem que quer sair de casa, mas tem um pai que ainda não entende que seu bebê cresceu. Com a separação da família, aumenta o sofrimento da personagem, uma vez que seu último diálogo com o genitor soltou um “Queria que não fosse meu pai”. A mamute passa metade do filme se lamentando e a outra metade sendo a jovem que quer seguir os amigos irresponsáveis e arca com as consequências de seus atos. Nada que já não tenha sido desenvolvido em outros 7612734312798634782316473482 filmes.

Mas o grande trunfo do filme, claro, é Scrat, e que bom que a terceira parte do filme é dedicada a ele. O esquilo continua desesperado por uma noz e cada uma de suas cenas é muito divertida. E as pessoas estão tão acostumadas a rir do personagem que as risadas fluem tão logo ele apareça na tela. Ainda que não adicione nada novo para a série, este parece ser o único ponto em que a qualidade se mantém desde o primeiro filme.

O casal da vez no "inédito" estilo briga-mais-se-ama
O filme, portanto, é mediano, com algumas ótimas cenas cômicas, um bom ritmo, mas uma história que não convence. O 3D é competente, mas desnecessário. Uma vez que o filme começa, raramente lembramos o efeito está lá. Não é improvável que a franquia ganhe outras sequências na tentativa de arrecadar ainda mais com suas versões 3D, 4D e etc, mas, mesmo com Scrat, a fórmula A Era do Gelo já está muito desgastada.

OBS: As cópias de A Era do Gelo 4 vem acompanhadas de um curta-metragem dos Simpsons, que é exibida depois dos trailers e antes do filme, e vale a pena. A história tem a bebê Maggie como protagonista e é tão divertida quanto emocionante.

1 comentários:

Gostei muito do filme, envolvente do início ao fim,com belas imagens e ótima edição gráfica dos personagens!
Realmente perdeu um pouco da essencia dos filmes anteriores, buscaram inovar algumas cenas com dramas familiares e conflitos diretos, não sei se isso se deve ao fato de não termos o brasileiro Carlos Saldanha como diretor do Filme, apenas como produtor executivo. Mesmo assim o filme está ótimo, com varias cenas de Ação e aventura, que envolvem toda a familia, principalmente a criançada que adoraram a velha preguiça!
Pecaram em mudar a dublagem da Ellie e dos gambás Crash e Eddie, para quem estava acostumado com as vozes ficou estranho.
Com certeza este não será o fim do longa, podemos aguardar a continuação desta aventura. Adorei a cena do Diego e da Shira lutando, no final, quando o Manny luta com o Cap. Entranha e o hilário Scrat em Atlantida.
Poderiam adicionar o personagem Buck do 3º filme!
Filme recomendadíssimo para todas as idades, não percam!

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