12 de abr de 2012

Era uma vez: E não sobrou nenhum (O caso dos dez negrinhos)

Posted by Redação Quentin On 14:09 0 comentários

Por Thalita Peres Antunes


Criadora de suspenses e de tramas que colocam a inteligência junto à ação. Conhecida como a rainha do crime, a autora Agatha Christie transmite ao leitor desfechos impressionantes e inesperados dos crimes nos romances policiais.

E não sobrou nenhum, anteriormente publicado como O caso dos Dez Negrinhos, é um romance policial, trata de uma história narrada com riqueza nos detalhes e ao mesmo tempo de fácil compreensão. A obra desencadeia emoções e proporciona ao leitor um olhar crítico em relação ao comportamento humano.

Cena do filme de 1945
A autora conta a história de dez pessoas diferentes. No primeiro capitulo é relatada a viagem, de cada um dos oito personagens, desconhecidos entre si. Todos se encontram a caminho da ilha deserta, situada na costa de Devon.  Já no momento em que se encontram na ilha, mais precisamente na mansão, lugar no qual são atraídos, encontram com dois empregados da casa, o casal Roger, e descobrem os diferentes motivos da vinda de cada um, convidados através de cartas.

Na mesma noite, uma voz misteriosa assusta a todos, a voz faz acusações contra os visitantes, envolvendo todos com a morte de pessoas. Amedrontados, acabam por saber que suposto dono da mansão em que estão hospedados sabe muito sobre a vida de cada um deles.

Cena do filme de 1945
Não demora muito e a primeira morte de um dos visitantes acontece. A partir disso, a trama fica cada vez mais intrigante, e os visitantes da ilha começam a analisar os fatos e ligar pistas, coincidências e constatar se realmente as mortes são propositais ou mera coincidência. O mais interessante é a criatividade de Agatha Christie, pois, cada morte alude a uma parte de um poema que conta a história de dez soldadinhos, que está escrita nas paredes de todos os quartos da mansão.

A leitura pode parecer um pouco confusa para alguns leitores logo no início do texto, principalmente para quem não conhece outras obras da autora, entretanto não deixa de ser uma narrativa que cativa à leitura. Agatha Christie cria situações em que o culpado ou assassino realmente só é descoberto no último capitulo do livro, e isso é um dos fatores que acaba envolvendo e com que aguce a curiosidade do leitor.

O enredo traz situações dignas de cenas de cinema. A ordem dos crimes era de acordo com o grau de culpa. Para os curiosos e amantes de um bom romance policial, E não sobrou nenhum é uma ótima pedida.

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