20 de mar de 2012

Das Prateleiras: O Livro de Eli

Posted by Fátima Leite On 21:52 1 comentários

Denzel Washington interpreta Eli, andarilho que tem a missão de levar a Bíblia Sagrada ao Oeste, onde ela realmente deve ficar. Durante a peregrinação há muitas cenas boas de ação. Muitos tentarão impedí-lo de chegar ao seu destino, mas o único exemplar que restou detém conhecimento e sabedoria.



Para alguns, o livro é a expectativa de alcançar o que a ambição almeja, para outros, existe o sentido real da fé instrínseco em sua milhares de páginas. Talvez, mais do que um símbolo de fé, o filme resgata a Bíblia como uma forma de conhecimento que o homem perde com sua arrogância e ignorância humana, ou que pode conservar simplesmente com sua forma de agir: eis o motivo pelo qual ele é disputado, de um lado a ambição de dominar as outras pessoas, de outro a tentativa de conservação aos que realmente merecem conhecê-lo.




A fotografia do filme, assim como a trilha sonora, são de um bom gosto que intensifica as diversas cenas. A fotografia se destaca em meio a transição da história. No cenário, após o apocalipse, um mundo devastado em que se usa o escambo para sobrevivência, volta-se ao tempo em que as pessoas brigam e matam por comida e que a água é rara.

As falhas são muitas, como a espessura de uma bíblia inteira escrita em braille ser igual a uma bíblia impressa e o próprio cenário em relação ao contexto. Ignorando algumas falhas, a ficcção transcorre suavemente, já que consegue simbolizar o objetivo.



O roteiro é bom, mas não dos melhores, inicia-se com uma ideia e finaliza com o sucesso do objetivo. Diga-se de passagem que faltou surpreender o espectador para não ficar aquela história prevista. Porém, existem trechos que elevam o filme de tal forma que torna-se fácil relevar alguns trechos, por exemplo o uso da criação da impressão X Bílbia. Alguém se lembra que a Bíblia foi o primeiro livro impresso por nosso querido Gutenberg? Sim, o filme retrata este aspecto, que só quem detém conhecimento do assunto relaciona fato e outro. E finaliza com a transformação dada a Solara (Mila Kunis) pelo conhecimento que adquiriu com Eli.


1 comentários:

Comentário com Spoiler Alert:
Há outros aspectos no filme que chamam a atenção e são memoráveis: o fato de Eli ser protegido e conduzido por uma Voz, dando um aspecto sobrenatural para uns ou espiritual para outros, sua dedicação em guardar os ensinamentos e meditar naquilo que lê, sua determinação em atingir seu destino mesmo quando é ferido mortalmente, a fim de passar adiante a mesma Palavra que tem sido pregada há dois mil anos na nossa história. Pode não ser um filme perfeito, mas traz uma idéia perfeita que nos faz pensar: com tantos livros de Eli ao alcance de nossas mãos, não devíamos buscar conhecê-lo a fundo antes que se perca?

Postar um comentário