3 de jun de 2013

Perdidos no Espaço da TV: Pushing Daisies

Posted by Aline Guevara On 21:37 0 comentários


Fofura e humor negro definem Pushing Daisies. Parece uma soma estranha? Talvez, mas na série as duas características se mesclam e fluem com naturalidade e formaram um programa único e encantador, que infelizmente teve um fim prematuro. Mas foi muito bom enquanto durou.

A comédia de Bryan Fuller (Hannibal) chegou à televisão mostrando que é possível fazer algo completamente inovador e criativo. Com diálogos (MUITO) rápidos, um visual fantasticamente colorido, ótimas atuações e situações bizarras e divertidas, Pushing Daisies conquista rápido.

Ned, Chuck e Emerson interrogando o morto
A história gira em torno de Ned "The Piemaker" (Lee Pace), que além de cozinhar e vender as suas tortas na doceria The Pie Hole, desenvolve um trabalho ainda mais especial, ligado ao seu dom sobrenatural. O rapaz pode trazer de volta à vida qualquer ser morto, inclusive pessoas. Mas se ele tocar o ser novamente, este tem morte definitiva. O dom tem um último adendo: caso ele não toque novamente o ser dentro de um minuto, outro semelhante morre no lugar.

Por causa desta última regra, Ned usa o dom com parcimônia para auxiliar o amigo, o detetive particular Emerson Cod à "investigar" casos de homicídio. É mais fácil quando o próprio morto revela como morreu ou quem o matou. Mas é claro, muitos querem tagarelar durante seu último minuto de vida e dificultam a vida dos dois. 

Apesar de ser tão sistemático, Ned não consegue seguir as próprias regras quando traz de volta a vida o seu antigo amor na infância, Chuck (Anna Friel). O amor entre os dois, apesar de terem se passado tantos anos, é restaurado instantanemente e o piemaker não consegue deixar a amada morrer novamente. Apesar de mantê-la morando junto com ele, os dois sabem que nunca poderão se tocar.


O drama do casal é um tanto quanto trágico, mas o humor está presente ao longo de toda a série. Chuck rapidamente se insere na "gangue" e começa a participar das investigações de Ned e Emerson, o que só  as torna mais divertidas. 

Olive
A série desenvolve diversas subtramas, como as histórias de Olive (Kristin Chenoweth), a funcionária do The Pie Hole que é apaixonada por Ned, mas nunca conseguiu se declarar. A personagem é tão hilária e bem desenvolvida que ganha mais espaço ao longo dos episódios, inclusive um episódio interio dedicado a ela na segunda temporada, no qual a atriz (que participa de musicais na Broadway) tem até a oportunidade de cantar.

Vivian, Emerson e Lily
Ainda vemos a história das tias de Chuck, Lily (Swoosie Kurtz) e Vivian (Ellen Greene) que sem saber que a sobrinha voltou a vida, deixaram a vida de artistas em shows aquáticos e se tornaram reclusas e antisociais. No começo, essa é a subtrama menos interessante, mas ela vai se desenvolvendo e melhora bastante, se tornando tão divertida quanto as outras. 

O cancelamento repentino da série afetou a sua conclusão. Para conseguir dar um final à Pushing Daisies, os fechamentos de tramas foram apressados e algumas histórias foram ignoradas. Mas a série conseguiu concluir a trama, na medida do possível, de forma satisfatória ainda que abrupta.

Contando apenas com 9 episódios em sua primeira temporada e 13 episódios na segunda, Pushing Daisies sofreu com seus índices de audiência. Mas eles nunca foram bons medidores para a qualidade da série, que sempre foi querida pelos críticos.

Fuller já declarou em entrevistas a sua vontade de reunir mais uma vez os protagonistas de Pushing Daisies Lee Pace, Anna Friel e Kristin Chenoweth na sua nova série Hannibal. Além disso, o showrunner disse recentemente que não desistiu de fazer um filme baseado na série. É torcer para dar certo, porque a história é boa demais para acabar dessa forma.

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