17 de jun de 2013

Das Prateleiras: V de Vingança

Posted by Thaís Colacino On 23:55 0 comentários


"Remember, remember the 5th of November"

De um governo opressor surge uma força que deseja inspirar o povo a tomar o que lhe pertence: o poder. Essa força é uma ideia em forma de homem, o V, que utiliza a máscara de Guy Fawkes, hoje famosa também por ter sido tomada como símbolo dos Anonymous e que faz parte de praticamente todos os protestos no mundo. Portanto, não há momento mais propício para falar de V de Vingança do que agora.

Em uma Londres distópica, após uma guerra civil devastar os EUA, o Reino Unido sofre com um governo autoritário, personificado pelo chanceler Adam Sutler. Nesse cenário, acompanhamos Evey Hammond, funcionária de uma rede de TV, que é salva pelo V que depois destrói um importante prédio. V vê em Evey uma chance de ter uma aliada e de inspirar uma revolução e trazer a liberdade ao povo oprimido. Evey precisa se decidir se o herói dela é a grande ameaça que o governo e a mídia disseram que era.

Hugo Weaving está excelente como V, nunca deixando de lado a máscara, mas ao mesmo tempo conseguindo conferir um carisma que só os grandes atores conseguem, mesmo com limitações ao rosto. Ainda assim, atua com a voz e corpo, tornando V o que ele realmente deseja ser: uma ideia incorruptível.

Natalie Portman como Evey também está ótima, como sempre, sentindo na pele toda a opressão e tortura do governo para qual sempre trabalhou, até dizer um basta. A personagem é inteligente, mas precisou ter contato com V, o ideal da mudança e da revolução popular e sofrer até o limite para entender o que o revolucionário representa e a importância da sua voz no combate a injustiça e autoritarismo.

V de Vingança baseia-se na HQ escrita por Alan Moore e David Lloyd e foi adaptado pelos irmãos WachowskiLevantando questionamentos e trazendo diversas frases que viraram mote para muitos (como "O povo não deveria temer o governo. O governo deve temer o seu povo"), o filme mostra que, mesmo sofrendo, a população precisou da coragem de um gatilho, de uma ideia personificada, para conseguir agir de forma unificada e conseguir mostrar a força que possuíam e conquistar o que realmente desejavam.


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