7 de fev de 2013

Crítica: O Lado Bom da Vida

Posted by Aline Guevara On 23:54 0 comentários


Quando uma comédia romântica é indicada a oito prêmios Oscar, é impossível ignorá-la. Das duas uma: ou ela é fantástica ou está sendo muito superestimada graças ao poderoso elenco. Felizmente, O Lado Bom da Vida está mais para a primeira do que para a segunda opção.

Pat Solitano (Bradley Cooper) é um homem com transtorno bipolar que acaba de sair de um hospital psiquiátrico após passar oito meses em tratamento, decorrente de um ataque de nervos que quase levou à morte um homem. Por causa da atitude violenta, a esposa de Pat pede uma ordem de restrição contra o marido, que, ainda assim, acredita que eles voltarão a ficar juntos. Enquanto todos tentam desmotivá-lo a voltar a se relacionar com a esposa, Pat conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma garota tão problemática quanto ele que custa a superar a morte do esposo, e os dois estabelecem um pacto de ajuda mútua.

O Lado Bom da Vida mescla algumas cenas bem leves, como as piadas sobre as fugas de Danny (Chris Tucker), amigo de Pat, do sanatório, com outras bem pesadas, como a agressão que levou o pratagonista ao instituto mental ou a cena em que ele apanha de seu pai (Robert DeNiro). O que é bem a essência do filme: são questões sérias, como os transtornos dos protagonistas e o complexo relacionamento que desenvolvem, permeadas por situações cômicas.


Os atores realmente fazem um ótimo trabalho. Muita gente vem falando do excelente desempenho de Bradley Cooper, provando que não é somente um rostinho bonito em Hollywood. Na minha opinião, ele já havia provado isso faz tempo, mas realmente ele rouba a cena em O Lado Bom da Vida, mesmo ao lado da impressionante Jennifer Lawrence, que parece estar a poucos passos de conquitar o seu primeiro Oscar. Robert DeNiro também faz bonito como o pai do protagonista, que também tem os seus próprios problemas e busca resolvê-los ao lado do filho. As interações entre DeNiro e Cooper são de uma simplicidade e intensidade emocionantes - realmente dá para acreditar que são pai e filho.

O problema maior do filme é a previsibilidade, tão característica das comédias românticas, permeando-o em diversos momentos. É possível deduzir muitas situações e em alguns momentos isso fica bem entediante. Mas o filme reserva algumas surpresas divertidas no final (impossível não lembrar de A Pequena Miss Sunshine).

É um filme que faz rir, se emocionar, torcer bastante e deixa você com um sorriso no rosto. Pode não ser uma obra prima, mas certamente uma excelente comédia romântica, o que é um alívio para um gênero tão carregado de produções medíocres. 

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