7 de fev de 2013

Era uma vez: O enigma da casa de vidro

Posted by Thaís Colacino On 23:11 1 comentários

O Enigma da Casa de Vidro conta uma cativante história de um assassinato. Na trama, acompanhamos Vando, um jovem do interior paulista que sente-se atraído pela mansão que o pai, corretor de imóveis, vai vender, onde aparentemente ocorreu o crime. E o filho da dona da casa, Miguel, foi a vítima.

Vando sente um aroma de rosas em alguns lugares da casa, como se algo lá falasse com ele, e encontra um detalhado diário em um dos cômodos que podem solucionar o mistério. Ou torná-lo mais confuso.

A tal casa de vidro era assim chamada porque toda a parte da frente era circundada de vidro, e funcionava como uma pensão, com onze hóspedes mais os donos: Miguel e a esposa, Cacilda (os nomes não são o forte desse livro). Miguel sofreu um acidente e ficou paralítico enquanto a mulher dirigia, e a culpava - e quase chegou a matá-la por isso.

Cacilda é uma mulher ruiva de olhos verdes, descrita como bela e com algo especial, além de exalar um perfume de rosas. Sim, o mesmo que Vando sente na casa. Miguel havia morrido por ter caído de uma escada (afinal, era paralítico) e a culpa recai sobre Cacilda, que enlouquece enquanto os outros hóspedes deixam a casa, gritando todas as noites por sua inocência.

O diário que Vando acha aparentemente é tão detalhado que ele consegue se imaginar no local. O perfume que permeia a casa é quase sempre sinal de que ele reverá alguma cena, como uma alucinação - e talvez seja mesmo. De todos os hóspedes da casa, Ganymédes José Santos de Oliveira, influente autor brasileiro dos anos 70 e 80, sempre deixa de citar um ou dois, deixando espaço para se perguntar: as alucinações de Vando não são reais demais?

1 comentários:

Excelente livro, viajei muito lendo ele, imaginando cada cena, cada rosto, cada voz. Mas os nomes realmente não são o forte do livro. Cacilda poderia ser Cassandra, soa muito melhor =P

Postar um comentário