24 de fev de 2013

Crítica: Duro de Matar 5 - Um Bom Dia para Morrer

Posted by Bueno Neto On 13:10 0 comentários

Parece que realmente os anos 80 voltaram, com mais um filme que teve o início da franquia nessa década tão cultuada por seus filmes de ação e principalmente por seus heróis. Quando falamos de heróis de ação logo vem na mente John McClane, o homem que vive no lugar errado na hora errada e mais uma vez isso acontece com ele: John McClane parece ser o personagem errado no filme errado. Duro de Matar 5 - Um Bom Dia para Morrer não é exatamente um filme ruim, só não é um tipo de filme que seria digno de um personagem tão marcante.


O policial John McClane (Bruce Willis) está em busca de informações sobre o filho, Jack (Jai Courtney), com quem não fala há alguns anos. Com a ajuda de um amigo, ele descobre que Jack está preso na Rússia, acusado de ter cometido um assassinato. John logo parte para o país na intenção de rever o filho e, pouco após chegar, acaba encontrando-o em plena fuga do tribunal onde seria julgado. Jack está com Yuri Komorov (Sebastian Koch), um terrorista que diz ter em mãos um dossiê que pode incriminar um potencial candidato à presidência russa, Chagarin (Sergey Kolesnikov). Ele não gosta nem um pouco de reencontrar o pai, mas a insistência de John em ajudá-lo acaba, aos poucos, quebrando o gelo entre pai e filho.


Apesar da trama parecer complexa e cheia de intriga, quando assistimos o filme a história parece pouco  importar de tantos erros e furos encontrados no enredo. Alguém em Hollywood deve pensar que filmes baseado nos anos 80 não precisa de trama, grande engano. Está certo que os filmes de ação dos anos 80 não eram os mais inteligentes, mas em sua maioria tinham um enredo bem trabalhado e o carisma de seu personagem principal carregava o filme nas costas. Principalmente na franquia Duro De Matar, que em seu primeiro filme nos faz acreditar que John McClane é apenas um policial comum em meio a um ataque de proporções maiores, o tornando um pistoleiro solitário que busca apenas sobreviver enquanto espera que alguém mais capacitado faça o serviço. Essa premissa foi seguida nos dois filmes posteriores e infelizmente parece totalmente perdida nos filmes 4 e 5, especialmente neste último, no qual McClane nem se importa mais, apenas pega armas e mais armas e começa a disparar.


Nem mesmo a ação faz justiça ao personagem, os cortes de câmera rápidos e ângulos estranhos deixam confusas algumas cenas, apesar do trabalho bem feito das acrobacias de carros e dublês. Outra falha do filme é a introdução de seu filho como herói de ação: não tem o carisma nem sequer nenhuma das qualidades que Bruce Willis trouxe ao seu personagem, parece que o velho passar o bastão para o jovem e manter a franquia não funciona mesmo, não deu certo em Indiana Jones e com certeza não deu certo para John McClane.


Duro de Matar 5: Bom Dia para Morrer ainda é divertido quando se desliga o cérebro e relaxa na cadeira para ver um filme de ação, mas não espere ver o renascimento dos filmes de ação aqui nem a volta de John McClane daquela época. Acredito que seja apenas um John McClane genérico como os heróis de ação parecem ser hoje em dia.

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