12 de nov de 2012

Perdidos no Espaço da TV: Dark Angel

Posted by Thaís Colacino On 22:00 0 comentários

- Recebi uma denúncia anônima sobre um laboratório secreto que usava DNA para criar humanos superiores.
- E o que isso tem a ver comigo?
- O código de barras no seu pescoço. Eu sei quem você é e de quem está fugindo.


Em algum ano do século XXI, os EUA agora são um país de terceiro mundo depois que um atentado terrorista cibernético apagou todos os dados, transformando "os 1 e 0 somente em 0" nos bancos. Nesse cenário, um laboratório chamado Manticore cria soldados geneticamente modificados, como a protagonista Max Guevara (Jessica Alba, ainda morena e desconhecida).

Max e doze de seus "irmãos" conseguiram fugir de Manticore quando crianças e perderam contato. Enquanto tenta se manter escondida para não ser trancafiada novamente ou morta, ela procura pistas dos irmãos. Ao tentar roubar Logan Cale (Michael Weatherly, NCIS), um jornalista que utiliza das habilidades como hacker para denunciar a corrupção consegue uma troca: ela o ajuda e ele localiza quem ela procura, já que ele tem uma denúncia anônima sobre pessoas com códigos de barra na nuca.

Dark Angel era uma série da Fox que foi ao ar entre 2000 e 2002 e era criação de ninguém menos que James Cameron. Contou apenas com duas temporadas: a primeira, excelente, e a segunda caindo em clichês que resultaram na perda da audiência e no fim da série, que continuou com alguns livros.

Intrigante, a primeira temporada mostra um ambiente extremamente desigual, sem classe média, com ricos ostentando e pobres subornando policiais, invadindo prédios inabitados e sofrendo com a corrupção de todos os lados. Max, a protagonista, não é uma heroína: é egoísta, se preocupa mais com a moto (uma Kawasaki Ninja preta) do que com a colega de quarto e faz trabalhos ilícitos para complementar a renda. E também tem um ingrediente para o café do guarda que a cobra ilegalmente.

Entre as habilidades sobre-humanas dela, há visão de longo alcance, visão noturna, saltos como de gatos, habilidade da cair em pé, rapidez, força, entre outros. Todos os soldados perfeitos da Manticore também passam por extensivos treinamentos em artes marciais, de estratégia, sobrevivência embaixo d'água, em ambiente hostis, entre vários outros. Nem por isso não tem defeitos: são humanos, podem morrer e tem dependência de uma substância.


Durante a primeira temporada, conhecemos mais dos "caçadores", porque insistem em buscar os que fugiram há tanto tempo. Mas é quando Max encontra alguns irmãos que a série brilha. Nem todos cresceram bem no mundo insano e um ou outro foi deturpado. Há embates, discussões existenciais e até participação de Jensen Ackles, o Dean de Supernatural e de Kristin Bauer van Straten, a Pam de True Blood.

Com um final excelente e nem um pouco otimista da primeira temporada, a segunda tinha tudo para dar certo. Mas inventaram de fazer mudanças significativas na história, tornando Max uma heroína com uma consciência que ela nunca teve, além de criar experimentos que deram errado (e outros muito certo) com aparências animalescas para determinadas missões ou com poderes sobrenaturais. Para coroar tudo, um culto de pessoas com poderes psiquícos encabeçados por um agente federal que os caça. Não precisava.

Apesar do deslize enorme da segunda temporada, a série teve um final e conta com bons episódios, como o que Max encontra o clone de si mesma, Sam. A segunda temporada conta com outro personagem fixo vivido por Jensen Ackles, que traz humor e também humanidade para a série. 

Curtinha, com bons episódios e uma ideia inicialmente fantástica, vale a pena ser conferida, nem que seja para ver Jessica atuando - de verdade!




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