14 de out de 2012

Lista da semana: Crianças macabras

Posted by Aline Guevara On 23:33 0 comentários


Ah, o dia das crianças. O dia para lembrar, homenagear e presentear esses seres angelicais repletos de luz, graciosidade e amor. Só que não. Ou melhor, nem sempre todas as crianças se encaixam neste perfil, como adoram nos mostrar os filmes, séries e outras mídias quando decidem fazer uma história de terror particularmente assustadora. Lembrando essas crianças (que, vamos lá, são malignas, mas são crianças) e ao mês do Halloween decidimos reunir alguns dos infantes mais macabros e assustadores da cultura pop. 



Damien, A Profecia (The Omen, 1976)

O menino é o próprio filho do demônio, o anticristo encarnado, que é inserido em uma influente família americana por uma seita satânica que quer ver a ascensão do enviado do inferno. O pai adotivo em questão é o poderoso embaixador americano Robert Thorn (provável candidato a futuro presidente dos EUA, inclusive), que recebe o bebê após a morte de seu filho verdadeiro na hora do parto e decide acolhê-lo como se fosse seu próprio, omitindo a verdade da esposa. Mas quando a criança completa 5 anos, mortes estranhas começam a ocorrer e quando Thorn começa a desconfiar da verdade sobre o garoto pode ser tarde para reverter as consequências.



As gêmeas Grady, O Iluminado (The Shining, 1980)

"Venha brincar com a gente Danny, para sempre". O que você faz se duas meninas gêmeas macabras paradas no final de um corredor de um hotel vazio começam declamar esse singelo convite? Exatamente, você corre o mais rápido que puder na direção contrária. As gêmeas Grady eram espíritos das crianças assassinadas pelo próprio pai em um acesso de loucura no hotel amaldiçoado de O Iluminado. Elas não eram a única fonte de terror do local, que contava com outros seres terríveis, mas certamente eram uns dos mais eficientes na hora assustar.




Gage, Cemitério Maldito (Pet Sematary, 1989)

"O chão é duro, mas o coração do homem deve ser ainda mais duro". Assim explica um morador de Ludlow ao contar ao pai da família Creed que acabou de se mudar e já teve o gato morto enquanto seu filho estava longe. O morador então conta da lenda local sobre um cemitério indígena que se localiza atrás de um "cemitério" de animais, feito por crianças tristes (cujos animais foram atropelados na auto-estrada), dizendo que o que era enterrado ali voltava a vida. Dito e feito: o gato voltou, mas com a mente estranhamente destorcida, fedendo a carniça. Tudo ia bem até que um acidente tira a vida do filho do Sr. Creed. Bem, se o tal cemitério funcionou com o gato, funciona com a criança também.  É, funcionou novamente. Mas agora o menininho é uma fofa, assustadora e maligna criança possuída perseguindo o pai com um bisturi. Acho que o ditado local tinha razão.



Esperança, Xena (Xena: Warrior Princess, série exibida de 1995-2001)

Se assistindo A Profecia você não se convenceu que bebês de demônios não são boa coisa, lembre de Esperança, da série Xena. Não adianta, você pode dar casa, comida, roupa lavada e todo o amor do mundo para a criatura que ainda assim ela vai se voltar contra você e tentar te matar. A pobre Gabrielle, mãe de Esperança, descobriu isso da pior maneira e quase perdeu de vez o afeto de Xena. Fica a dica, se você engravidar de um demônio, não deixe a criança viva!




Crianças, A Fita Branca (Das Weiße Band, 2009)

Se todas as outras crianças listadas partem de universos fantásticos e sobrenaturais, essas provavelmente são as mais assustadoras, pois partem do mundo real em um tempo e espaço bem definido, em, provavelmente, um dos períodos mais terríveis da história da humanidade: a ascensão do nazismo. A Fita Branca é um filme sutil, mas a união das crianças do vilarejo para executarem maldades com quem eles acreditam que merecem por serem quem são é medonha. E ver tanto ódio brotando das mentes infantis dá o que discutir.



Samara, O Chamado (The Ring, 2002)

A história de Samara Morgan é triste: adotada e com poderes paranormais que fugiam de seu controle, ela acabava causando alucinações na mente da mãe adotiva. Por causa disso, tinha que ir dormir no celeiro. Os pais acharam estranho que os cavalos começaram a se afogar no mar - culpa da Samara, que não tinha o que fazer, não dormia e matava os bichos. A mãe então a levou para um local distante, tentou asfixiá-la e depois a jogou num poço, se suicidando em seguida. Mas Samara sobreviveu sete dias e agora assombra aqueles que conhecem sua triste história. Tem medo de água, e odeia cavalos e a humanidade.



Cid, Looper (Looper, 2012)

Cid é uma daquelas crianças que ninguém gosta de ter por perto: é inteligente demais para a própria idade (e supera muitos adultos com conhecimentos até em eletrônica), fica fazendo perguntas constrangedoras e tem uma memória absurdamente boa. Infelizmente, para a mãe dele, isso significa que ele lembra que era cuidado pela tia e acha que ela é a verdadeira mãe dele, jogando isso na cara da mãe de verdade e quase explodindo-a (literalmente) quando tem algum ataque de raiva. A coisa que Cid mais odeia talvez sejam Loopers, mas pode ser que não (e se ao final de Looper você chegou a alguma conclusão sobre isso, por favor me conte!).



Tetsuo, Akira (Akira, mangá que virou filme em 1988)

Viver nas ruínas de uma Tóquio reconstruída e ser o membro mais jovem e fraco da gangue dos caras mais durões com as motos mais iradas pode ser muito frustrante. É neste momento que descobrir incríveis e extremamente fortes poderes telecinéticos mudam completamente uma vida. Quanto maiores e mais descontrolados os poderes, melhor, pois ganha respeito nas ruas, deixando os outros realmente assustados e, caso seu antigo grupo de durões se voltar contra você, é só sair matando geral. Não tem para o exército, nem para ninguém. Tetsuo aprendeu direito: grandes poderes – controle = assustador demais.



Regan, O Exorcista (The Exorcist, 1973)

E é claro que Regan e seu pescoço giratório de 360º não poderiam ficar de fora da lista. Até hoje motivo de sustos e medos, o filme O Exorcista faz jus a reputação de um dos melhores no gênero do terror. Regan era uma doce garotinha até começar a apresentar comportamentos muitos estranhos. Quando o “estranho” se torna “assustador”, os pais não têm dúvidas: chamam um padre para exorcizar a menina. Antes de ser atemorizante pelo mal que inflige aos outros, é pela garota que mais tememos. Afinal, aquilo que a possui parece mais preocupado em machucar o próprio corpo que habita e aterrorizar a família de Regan, do que em ficar proporcionando mortes a torto e a direito. Bom trabalho, pois o resultado final é assustador.



Henry, O Anjo Malvado (The Good Son, 1993)

Quem só lembra de Macaulay Culkin como o garotinho travesso de Esqueceram de Mim ou o menino apaixonado de Meu Primeiro Amor, talvez nunca tenha visto a face maligna do menino. Interpretando uma criança mimada, manipuladora E psicopata (o que nunca é uma boa combinação), o moleque inferniza a vida do primo, além de manter frequência nas tentativas de homicídio ao outro garoto, interpretado por Elijah Wood (sim pessoa, o Macaulay Culkin tentou matar o Frodo!). Quanto mais o filme passa, mais descobrimos o quanto Henry é doente e mais apoiamos a (mais ou menos) polêmica decisão final da mãe do menino.

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