19 de out de 2012

Head Shot: Resident Evil 6

Posted by Bueno Neto On 13:29 1 comentários

Três frentes de batalha, tramas distintas que se conectam em uma nova forma de contar a história. O sexto game dá novo fôlego a Resident Evil.


Talvez um dos mais aguardados jogos da Capcom deste ano, Resident Evil 6 chega ao mercado e não faz feio, honrando a franquia e agradando os fãs mesmo com certas falhas na jogabilidade e deixando para trás a antiga premissa do jogo original, que se focava em horror de sobrevivência. Este segue a tendência do tiro em terceira pessoa, utilizado desde o quarto jogo da série.


A trama segue exatamente o cenário criado nos jogos anteriores: com o bio-terrorismo crescendo desde o "fim" da Umbrella, o presidente dos Estados Unidos, Adam Benford, na esperança de deter os ataques e encontrar novas soluções, decide revelar ao mundo a verdade por trás do que aconteceu no incidente de 1998 em Racoon City. Seguindo o presidente está seu amigo pessoal e sobrevivente do incidente, Leon S. Kennedy, junto com a sua nova companheira, Helena Harper. Quando o local onde se encontram sofre um ataque bioterrorista, Leon é forçado a confrontar um presidente transformado e transfigurado e novamente é arrastado ao inferno dos zumbis criados pelo T-Vírus.


Ao mesmo tempo, em Hong Kong, Chris Redfield, membro da BSSA (Bioterrorism Security Assessment Alliance), chega à cidade de Lanshiang, também sob a ameaça de um ataque bioterrorista, e o terror toma conta quando zumbis caminham pela cidade.

No leste europeu, na Edonia, Jake Muller, filho do geneticista, virologista e bioterrorista Albert Wesker, foge das autoridades durante um ataque bioterrorista. Durante a aventura, Jake torna-se companheiro de Sherry Birkin, filha do falecido Dr. William Birkin (de Residente Evil 2) - um companheiro de pesquisa de Albert.

Como jogo, Resident Evil 6 fez o que se propôs: um jogo para fãs. Traz poucas inovações para a série, até tem alguns problemas de jogabilidade, controles desajeitados e sérios erros de programação, que geram mortes frustrantes e batalhas sem sentido contra chefões. No modo cooperativo também há falhas do jogo por mortes bobas apenas porque os jogadores resolveram não seguir o mesmo caminho (perdi as contas quantas vezes morri atropelado no metrô no cooperativo até descobrir que não temos "liberdade" para nos separar).


Outro incômodo para quem é fã de longa data da série é a capacidade de brigar contra os zumbis. O que antes era um sacrifício, matar um zumbi na faca, agora é um verdadeiro massacre com chutes e manobras, distanciando ainda mais do antigo "horror de sobrevivência".

Mesmo com esses problemas, o jogo não perde sua diversão. O elenco conta com os personagens preferidos de toda série (ok, não para mim que adoro Claire Redfield e Jill Valentine), e a Capcom conseguiu cumprir o prometido, que era fazer três jogos em um, com as tramas e ambientações de cada capítulo tão bem elaboradas e com clima diferente entre elas. Juntando com a capacidade de jogar on line e com a campanha secreta da Ada, faz de Residente Evil 6 jogo obrigatório não só para fãs da série mas também de quem gosta de um bom jogo de tiro e, principalmente, de zumbis.

1 comentários:

Joguei apenas o demo por enquanto, na campanha de Leon. Ainda não me habituei ao inventário em tempo real, fiz algumas coisas que não queria fazer, mas em suma achei ótimo.

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