27 de out de 2012

Crítica: 007 - Operação Skyfall

Posted by Thaís Colacino On 17:09 0 comentários

Silva: Qual seu hobby?
Bond: Ressurreição.

   

007 - Operação Skyfall marca os 50 anos da série James Bond e o filme comemora em grande estilo. Além de prestar diversas homenagens à série, o filme é também um dos melhores, mostrando que sim, o hobby de Bond é a ressurreição, tanto nas tramas quanto nos cinemas. 

A história começa com Bond tentando recuperar um hard drive e falhando por diversos motivos. O responsável por tudo, o tecno-terrorista Silva, parece ter um interesse muito pessoal não em desestabilizar a MI 6, mas principalmente se vingar da chefe deles, M.

A atuação do trio principal salta aos olhos. Daniel Craig parece mais à vontade com o personagem, ainda mostrando-se implacável e frio no papel de agente, mas demonstrando sentimentos, como a cena em que ele chega a chora, além das costumeiras tiradas sarcásticas. Judi Dench, que atua como M desde 1995 (GoldenEye), tem neste filme mais importância, demonstrando bem porque é a chefe e não levando desaforo dos subordinados. Já Javier Bardem, como o vilão Silva, está como sempre, brilhante. O personagem tem motivos fortes para buscar a tão desejada vingança, mas parece que, apesar de ser extremamente inteligente (ou talvez por isso), é um "pouco" excêntrico e tenha algumas perturbações. 


O filme conta com um visual belíssimo e paisagens estonteantes, na China, com todos os prédios iluminados e o cassino com entrada aquática, a Escócia, que parece ser uma homenagem à Sean Connery e a própria Londres. A direção de arte é excelente e a direção de Sam Mendes (Beleza Americana) também merece elogios, principalmente na cena noturna final.


Há várias homenagens no filme, desde a reutilização na íntegra do tema clássico de Bond e também da famosa cena de tiro que deixa a tela vermelha. O primeiro carro do agente, o clássico Aston Martin, com metralhadoras e assento ejetor aparece, Q volta a pedir os aparelhos entregues de volta (e a primeira coisa que Bond faz é perdê-los, como sempre), o martíni "batido, não mexido" também é mostrado, mas Bond não o pede, só aparece bebendo-o.


A abertura é intrigante e significativa -além de linda- e embalada pela voz de Adele. Apesar de ter muitas cenas de ação empolgantes, o filme também tem cenas paradas que podem não agradar a todos, mesmo que desenvolvam os personagens e seus passados, ainda que continuem majoritariamente misteriosos. E fica a dica para quem quer ser agente secreto: além de todos os testes físicos e habilidades intelectuais, frieza e até genialidade com computação, é imperativo que saiba-se utilizar os mais variados veículos, inclusive uma escavadeira.


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