30 de mai de 2012

Radio Gaga: Eurovision

Posted by Thaís Colacino On 13:16 0 comentários


O Eurovision, maior concurso de música da Europa e outros países, terminou a 55ª edição, realizada na cidade Baku, do país Azerbaijão, no sábado (26), coroando a Suécia e a sua representante, Loreen, pela música Euphoria. A cantora dance se junta ao rol de outros artistas que ficaram internacionalmente conhecidos, com grande destaque para ABBA, Celine Dion e Lordi.

A ganhadora de 2012: Loreen, com a música Euphoria


O evento

Eurovision é um concurso anual de música que está no ar desde 1956. Mas não são só europeus que podem participar: o concurso é organizado pela European Broadcasting Union (EBU), uma rede de televisão europeia, e todos os países que têm uma estação televisiva que compõe a rede podem participar do concurso, o que explica a presença de países como Israel, Marrocos, Armênia, entre outros.

 
Hadise (Turquia), Dum Tek Tek (4º lugar, 2009)

O Eurovision dura uma semana (sempre em maio), devido ao grande número de participantes (em 2012 foram 43). Primeiro todos se apresentam, o público vota e alguns vão para as semi-finais (são dois dias de semi-finais). No último dia é a apresentação dos finalistas (esse ano foram vinte!) e então cada país tem um representante que distribui pontos, de um a doze, para países que não sejam o do próprio votante, claro.

Urban Symphony (Estônia), com Rändajad (6º lugar, 2009)

Cada país escolhe um representante que, apesar de não precisar ser do país que representa (Celine Dion é canadense, mas representou a Suíça em 1988 e ganhou), tem que seguir algumas regrinhas, como: a música não pode ultrapassar três minutos (ou não há como mostrar todas), somente pode ter seis pessoas no palco, todas acima de 16 anos (há concursos para menores, separados).

ABBA cantando "Waterloo", em 1974

A língua predominante é a inglesa (com muito sotaque), culpa do ABBA, que venceu em 1974. Em busca de popularidade entre os votantes, os cantores optam pelo inglês, afinal, é a mesma música cantada três ou quatro vezes. Alguns anos depois, os organizadores declararam que os participantes deveriam cantar em alguma das línguas oficiais do país, regra que foi posta de lado mais tarde. Ainda há alguns que cantam mesclando línguas ou mesmo cantando no idioma natal.



Lordi (Finlândia), com Hard Rock Hallelujah, vencedor de 2006

O real prêmio é simplesmente uma popularidade absurda. O Eurovision é um concurso de popularidade transmitido ao vivo simultaneamente em praticamente toda a Europa, mais alguns países e na internet, podendo concentrar 1/6 da audiência global. Além disso, o país que o(s) cantor(es) representam tem a honra de ser sede do evento no ano seguinte.

O adorável Alexander Rybak (Noruega), vencedor da edição de 2009, com "Fairytale"

Picaretagens

Como todo concurso, o Eurovision tem algumas regras que são ridículas. A pior delas é favorecer o Reino Unido, Alemanha, França, Espanha e Itália, que têm lugar garantido na final porque são os países que mais contribuem financeiramente com o EBU, regra adotada em 2000. Desde então, o único país dos “Grande Cinco” que ganhou foi a Alemanha, em 2010. Outra regra é que o país sede também tem lugar garantido na final, fazendo com que 26 participantes cheguem a tal etapa.

Lena (Alemanha), vencedora da edição de 2010, com Satellite

Azerbaijão – 2012


A edição deste ano foi - como normalmente é - eclética. Houve grupos de rock, rap, dance, melódico e principalmente cantores e cantoras pop. A surpresa ficou por conta da Rússia, que levou seis senhoras que pareciam cantar uma música típica e depois partem para o pop.

Infelizmente, como em praticamente todo concurso, a política e a boa vizinhança tornam-se presentes no Eurovision. Os votantes da final distribuíram pontos não somente pela apresentação, voz e beleza das músicas, mas também para países vizinhos ou com alguma relação comercial. Mas o pior do evento foi quase premiar seis pessoas que não cantam afinadamente, simplesmente por causa da simpatia gerada, ou porque a apresentação fugiu dos padrões. Estou falando, claro, da Rússia.

Buranovskiye Babushki (Rússia) com Party for Everybody, incrivelmente em segundo lugar

Apesar da boa surpresa depois do início da música, caindo para o pop, mas ainda cantada em russo, o grupo parece apelar para a simpatia causada pela idade e pelas roupas mais do que pelo talento musical. Pensar que uma apresentação dessas chegou ao segundo lugar enquanto a bela canção da Itália ficou em nono, da Albânia em quinto ou da Islândia, esquecida em vigésimo, é um tanto decepcionante.

Por outro lado, é gratificante ver que artistas que, mesmo bons cantores, abusavam mais da aparência, perderam para uma que canta com pouca luz e coberta da cabeça aos tornozelos (afinal, está descalça!).

Bom, vamos à mais algumas apresentações de 2012:

Can Bonomo (Turquia), com Love Me Back, 7º lugar

Ivi Adamou (Chipre) com La La Love, 16º lugar


Greta Salóme & Jónsi (Islândia), com Never Forget, 20º lugar

Nina Zilli (Itália), com L'Amore È Femmina (Out Of Love), 9º lugar

Engelbert Humperdinck (Reino Unido), com Love Will Set You Free, 25º (!) lugar

Sabina Babayeva (Azerbaijão), com When The Music Dies, 4º lugar




Roman Lob (Alemanha), com Standing Still, 8º lugar

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