24 de jun de 2013

Crítica: Universidade Monstros

Posted by Natália Lins On 12:43 0 comentários

Há mais de dez anos surgiu nas telonas a envolvente história da improvável amizade entre um monstro grandalhão e coberto de pêlos, mas com um enorme coração, Jimmy Sullivan, o olhudo verde e neurótico Mike Wazowski e a adorável garotinha Boo. Monstros S.A. (2001) conquistou o público, se tornando um dos mais queridos filmes da parceria Disney/Pixar. O encerramento da história da bela amizade entre os três deixou um gancho para uma possível continuação.

O fato é que, justamente por terem deixado um final em aberto, ficou por conta de cada fã imaginar o que poderia ter acontecido após o reencontro de Sully com a pequena Boo. Sendo assim, o trio de roteiristas, Robert L. Baird, Daniel Gerson e o diretor Dan Scanlon, resolveu lançar o prelúdio Universidade Monstros, que conta a história de como Mike e Sullivan se conheceram, colocando agora o "zoiudinho da mamãe" como centro das atenções.


Diferente do que pensamos os dois nem sempre foram melhores amigos. Mike sempre se esforçou muito para entrar na universidade, pois queria ser um monstro terrivelmente assustador, enquanto Sullivan contava apenas com seu visual e sobrenome famoso para se destacar. É claro que surgiu uma rixa logo de cara, mas quando perceberam que isso prejudicaria o futuro acadêmico de ambos, deixaram o orgulho de lado e se uniram a fraternidade Oozma Kappa, formada por um grupo de deslocados e excluídos, para provarem que eram verdadeiros assustadores.

Baseada no campus universitário americano de elite, a Universidade Monstros tem um visual impressionante, fiel à realidade, e a instituição conta com ambientes que abrigam os mais diversos tipos de monstros. Mas a Disney/Pixar sabe que além do padrão de excelência visual um bom roteiro é igualmente importante e assim o longa acertou em todos os requisitos.


Uma história que vai muito além da diversão, Universidade Monstros se aprofunda em questões sociais e morais. Por trás de todas as cenas de ação, referência a filmes universitários e piadas existe uma preocupação em mostrar os conflitos emocionais vividos por Mike e Sullivan. O autoconhecimento e a aceitação de si é o que sustenta a trama.

Com um final surpreendente o longa mostrou que é possível existir um final feliz diferente do que se almeja, pois nem sempre aquilo que você quer é o que realmente será bom para você. Uma produção que faz as crianças rirem e os adultos pensarem.




0 comentários:

Postar um comentário