14 de abr de 2013

Crítica: Oblivion

Posted by Thaís Colacino On 09:26 0 comentários


Uma trama de ficção científica que parece misturar 2001 - Uma Odisseia no Espaço, Matrix, Tsubasa e... Wall-E. O novo filme com Tom Cruise, Oblivion (que miraculosamente não teve o título traduzido ou algum subtítulo esquisito adicionado), não traz novidades no quesito da história, mas é um bom e visualmente belo entretenimento.


Em 2077, a Terra se encontra em ruínas. Saqueadores destruíram a Lua, alterando a gravidade para as marés e causando tsunamis, e, quando metade da população morreu, eles invadiram. Para vencer, os humanos usaram as bombas atômicas, mas agora precisam evacuar o planeta e ir para Titã, a lua de Saturno para onde os sobreviventes foram.

No centro da trama está Jack Harper (Tom Cruise), um técnico que repara drones que fazem a segurança do planeta contra os saqueadores remanescentes enquanto máquinas triangulares retiram toda a água dos oceanos para dessalizar e garantir a sobrevivência dos humanos. A outra parte da equipe dele é Victoria (Andrea Riseborough), que faz o contato com Titã e a representante deles, Sally.


Faltando apenas duas semanas para a conclusão do trabalho e para a "equipe muito eficiente" ir embora, ataques frequentes começam a acontecer e diversas ações fazem Jack questionar seu trabalho e suas ordens.


Com as pistas jogadas desde o começo, Oblivion chega a ficar um tanto prevísivel em alguns momentos (principalmente perto do fim), mas consegue embalar o espectador, mesmo com algumas decisões esquisitas, como tocar uma música épica em uma cena de nadar na piscina. Outras situações fazem nos perguntarmos se uma certa decisão foi burrice de Jack ou foi só para ter o final que teve. E também podemos nos questionar por que as formas geométricas têm tanta preferência no gosto dos humanos de Titã.

Outro problema são os constantes flashbacks de Jack, incluindo um atrás do outro. Nós já vimos a cena três vezes antes dela se completar, o que poderia muito bem ser cortado. 


O visual de Oblivion é belo e bem trabalhado. As cenas da Terra devastada, de um estádio de futebol americano e de navios afundados, agora em um deserto, enchem os olhos, assim como toda a tecnologia de ponta, ordem das máquinas e local onde Jack e Vika moram. É interessante notar também a atenção dada aos detalhes que compõem a personalidade dos dois: enquanto Vika está sempre com vestes impecáveis e com o símbolo de quem trabalha, Jack frequentemente está sujo e tenta se livrar do uniforme.


Apesar de longo, as duas horas não pesam, graças também ao talento de Cruise de coseguir segurar nossa atenção mesmo atuando sozinho sozinho e das participações de Morgan Freeman (deus em alguns filmes), Olga Kurylenko (007 - Quantum of Solace) e Nikolaj Coster-Waldau (Regicida/Jaime de Game of Thrones).

É um filme que pouco se diferencia de tantos outros, prestando homenagem principalmente à 2001... tendo até uma nave chamada "Odisseia" entre outros aspectos (que podem até ser considerados cópias), mas que proporciona entretenimento agradável e divertido.

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