14 de mar de 2013

Era uma vez: A Cor que Caiu do Céu

Posted by Thaís Colacino On 22:05 0 comentários

H.P. Lovecraft não é um dos grandes nomes da literatura à toa. O escritor criou um dos maiores símbolos do horror, Cthulhu, e muitos outros ótimos contos de horror gótico. O livro A Cor que Caiu do Céu reúne nove desses contos.

As histórias de Lovecraft eram baseadas nos constantes pesadelos do autor, assim como na influência de Edgar Allan Poe. No livro estão: O Alquimista, A Fera na Caverna, A Cor que Caiu do Céu, Ele, O Ministro Maligno, O Rato nas Paredes, A Rua, O Horror de Dunwich e A Sombra Fora do Tempo.

São histórias com seres fantásticos, raças extra-planetárias nem um pouco amigáveis dos planetas mais remotos. Resta aos pobres protagonistas dois caminhos certos: a loucura ou a morte. Ninguém mandou descobrir segredos que não deveriam.

O conto que mais se destaca é o que dá nome ao livro: A Cor que Caiu do Céu. Ambientado na zona rural, conta exatamente o que se passa quando um enorme meteorito cai em uma fazenda. Após atrair muita atenção e turistas, descobre-se que o núcleo do objeto alienígena é uma cor como nenhuma outra da Terra, e que possui um certo cintilar.

Com o passar do tempo, nota-se algo de errado com o local: insetos proliferam, alguns enormes e albinos, frutos da fazenda começam a ficar acinzentados e com um odor repugnante, a vegetação à noite possui um brilho parecido com o da cor...

O protagonista é o próprio dono da fazenda. O horror se faz presente principalmente ao notar-se que pouco a pouco, tudo vai ficando cinza, menos aquela cor. E como parar uma cor? E se ela infectar um humano?
 
O conto, narrado em primeira pessoa, como todos os de Lovecraft, possui extensa descrição, beirando a claustrofobia e impotência diante de seres tão mais poderosos, levando a finais raramente equilibrados ou esperados.

A Cor que Caiu do Céu é um livro que rende o leitor, que fica fascinado pelo pavor que encontra, levando-se a questionar se os sonhos do autor não eram uma porta para dimensões mais profundas.

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