3 de jan de 2013

Era uma vez: Cai o Pano

Posted by Thaís Colacino On 14:29 0 comentários

Muitos autores de romances policiais criam personagens memoráveis, detetives que entram em diversos casos e conquistam os leitores pelo seu raciocínio e até por sua esquisitice. E são poucos os autores que conseguem se desfazer do laço e dar um final às longas tramas de seus detetives - um final verdadeiro. 

Poirot em uma das adaptações para as telas
O mais famoso é sem sombra de dúvidas Sherlock Holmes, mas a Rainha do Crime, Agatha Christie, criou um personagem tão inteligente quanto excêntrico, que faria uma boa parceria com o sr. Holmes: Hercule Poirot.

Poirot é descrito como um homem belga de um metro e sessenta, com cabeça em formato de ovo, olhos verdes brilhantes e dono de um bigode distinto e espesso. É extravagante e, pode-se dizer, muito arrogante, sempre se gabando de como utiliza seu cerébro e de que pode resolver qualquer crime "apenas sentado na sua poltrona", enquanto os detetives da Scotland Yard são, para ele "cães de caça humanos".

Extremamente metódico e ordenado, considera a maioria dos crimes extremamente enfadonha, dizendo que estes não tem nenhuma originalidade, já que o método psicológico de um criminoso é sempre o mesmo. Diferente de outros detetives, Poirot prefere usar a psicologia e interrogar todos os envolvidos no caso, usando a dedução, sem procurar de fato por provas (a não ser quando requisitado por seu amigo Hastings).


Eis que chegamos então ao livro Cai o Pano, última aventura de Poirot. Escrito nos anos 40, foi somente publicado em 1975, quando Agatha percebeu que não conseguiria mais escrever. Ela faleceu no ano seguinte.

Na trama Poirot está velho e doente, precisando de cosntantes remédios e de uma cadeira de rodas. O detetive volta para o local de seu primeiro caso (O Misterioso Caso de Styles), procurando um assassino que ele acredita estar hospedado na mansão Styles. Arthur Hastings ajuda Poirot, fascinado com os cinco casos que o detetive apresenta, os cinco com assassinos confessos e não conectados, mas que Poirot afirma que, sem sombra de dúvida, eles têm o mesmo assassino. O final surpreende até mesmo quem já esperava por algo do tipo, fechando brilhantemente a carreira do detetive, protagonista de mais de 40 histórias de Agatha, assim como termina bem a carreira da autora.

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