6 de out de 2012

Crítica: Hotel Transilvânia

Posted by Aline Guevara On 11:00 3 comentários



Fazer filmes com heróis tradicionais não parece mais interessante para os estúdios de animação. Desde Shrek, muitos são os longas-metragens animados que promovem a personagens principais aqueles que geralmente são os antagonistas. A proposta pode ser muito legal na primeira vez, divertida na segunda, mas depois de uma sucessão de filmes em que os monstros são os bonzinhos e os antigos heróis são ameaças, a trama batida já não é tão interessante. E claro, no caso de Hotel Transilvânia, quando a história clichê não conta com nenhum personagem carismático e nenhuma piada funciona, o que vemos na tela beira o insuportável.

Mavis e o pai, o Conde Drácula
A direção conta com o nome forte de Genndy Tartakovsky, criador dos desenhos O Laboratório de Dexter e Samurai Jack. Mas não se engane, pois a nova empreitada do animador em nada lembra suas ótimas produções, seja nos traços característicos, seja no humor peculiar e divertidíssimo das produções antigas.

Em Hotel Transilvânia acompanhamos as tentativas do Conde Drácula de proteger a filha Mavis do mundo exterior, pois o vampiro guarda uma grande mágoa dos seres humanos e teme pela segurança da filha. Por isso ele cria o tal hotel do título como uma morada segura a todos os monstros, longe dos humanos. 

Seu problema começa quando a filha, com o espírito de adolescente curiosa, fica mais enfática em seus pedidos de conhecer o mundo e um humano, por acaso, descobre o hotel justamente quando Drácula reúne os amigos monstros para comemorar o aniversário de 118 anos de Mavis. Para piorar, a jovem vampira e o garoto humano têm um "tchan" no instante em que se conhecem. Sim, é isso mesmo que você está lendo. No filme, descrevem repetidamente a paixão a primeira vista dos dois como um "tchan".

Jonathan, Drácula, Mavis e o "tchan"
O protagonista é bem sem graça e Mavis, apesar de inicialmente fofa, não mostra nada de especial. O garoto humano é completamente absurdo e chato. Talvez o filme tivesse melhor êxito se houvesse aproveitado a grande gama de coadjuvantes monstros da história para fazer o humor funcionar. Mas além de aleatórios e sem sentido na história, o Frankenstein, o Lobisomem, a Múmia, o Homem Invisível e tantos outros não conseguem emplacar uma boa risada com a comédia pastelão a que Hotel Transilvânia se propõe.  

Visualmente, a animação faz um bom trabalho. Não apresenta nada de surpreendente ou inovador, mas ainda assim tem um design de produção muito bonito. E o 3D é muito bem utilizado, como na cena das mesas voadoras. Mas nada disso importa muito quando a história é tão ruim, e não há boa vontade que ajude Hotel Transilvânia a se tornar aceitável.


Como se o filme por si só não fosse ruim o bastante, nossa dublagem brasileira resolveu adicionar um "toque especial" a Hotel Transilvânia: cada um dos personagens tem um sotaque regional do Brasil, seja a múmia arrastando a fala carioca, o gremlin matando o "mineirês" ou o ogro com um péssimo trejeito caipira.

Em determinado momento do filme, o Conde Drácula diz: "Não repita a piada, ela perde a graça". Imagine só quando originalmente ela já não era engraçada. Tenso.

3 comentários:

Vi o filme sem intenção nenhuma só pra não sair do cinema sem assistir nada e ele me surpreendeu, achei que fosse achar chato e infantil, mas na verdade gostei muito, achei bem interessante a forma como deram uma leveza infantil aos monstros que vimos em várias histórias infantis quando crianças.

*histórias de terror

O cara que escreveu essa critica não entende NADA de filmes e animação. O filme é um dos melhores que já vi e durante toda a seção, TODOS inclusive muitos adultos deram boas risadas da trama, inclusive do protagonista que simplesmente é o Adam Sandler (para quem não sabe um dos melhores comediantes, fez inúmeros filmes como Click, O Paizão, Como se fosse a primeira vez, etc). Meu na boa, se não sabe não escreve pq assim vc não influencia as pessoas a perderem um filme tão bacana! Vai se divertir assistindo o programa da Palmirinha, vai!!!

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