29 de set de 2012

Crítica: Looper - Assassinos do Futuro

Posted by Thaís Colacino On 23:45 0 comentários


Looper - Assassinos do Futuro é um daqueles filmes que você sai do cinema comentando, provavelmente comentará a noite toda e talvez algum tempo depois. A história se passa em 2044, tempo em que Joe (Joseph Gordon-Levitt), trabalha como um looper, assassino que mata pessoas enviadas 30 anos do futuro. Ele se livra de um corpo que não está sendo procurado e recebe o pagamento junto com a vítima. Limpo e rápido. Até que um dia recebe o seu eu do futuro, que consegue escapar. Ele então precisa caçá-lo antes que seja encontrado pelos empregadores e descobrir o que motiva seu futuro eu a se arriscar tanto.
 


Joseph, com a cara de Bruce Willis
Para quem está esperando só um filme de ação e perseguição infinitas, pode sentir-se um pouco desapontado (mas há milhares de outros filmes assim em cartaz). Apesar da premissa ser Joe caçando seu eu do futuro, há mais história, desde o fim do ciclo dos loopers e a conexão com o presente, além de um leve toque de dramas pessoais que servem de combustível para cada ação realizada. Há também a crítica a vida daqueles que vivem somente pelo presente - como todos os loopers -, que somem sem deixar rastros pelas próprias mãos. Uma vida vazia e insignificante.






A parte dramática, apesar de acrescentar imensamente à trama para que ela não seja uma mesmice do que vemos todos os dias, é um pouco arrastada e um tanto óbvia, mas bem amarrada. Todos os elementos apresentados por Joe ou por eles narrados têm sua importância, os pequenos detalhes são todos utilizados. Há também algumas partes bem divertidas e outras bem violentas e que exploram o terror de um dos personagens.






Joseph Gordon-Levitt, que interpreta Joe, o personagem principal, não se parece com Bruce Willis, que faz Joe no futuro, mas a caracterização do ator e todas as modificações realizadas, desde a testa, nariz, entradas nos cabelos e lentes, fazem-no ficar realmente parecendo uma versão mais jovem do ator veterano, como pode ser visto na cena do café, com os dois conversando de perfil.





Bruce, tão acostumado com filmes de ação que não requerem muito da atuação dele, consegue aqui um meio termo: ao mesmo tempo em que mantém a imagem de badass com armas e atirando pra todo lado, desenvolve uma luta interna contra o que ele acredita ser necessário e de fato ter coragem de realizá-lo. E estamos falando de um assassino de aluguel. Já Joseph mantém a sempre excelente atuação, inclusive pegando alguns traços que Willis normalmente faz, desde a risada até o cenho franzido.




O filme, por tratar de viagem no tempo e suas complicações, pode levar a um grande paradoxo no fim. É impossível sair sem imaginar se algumas ações aconteceram mesmo, afinal, muita coisa foi alterada no presente e reverbera no futuro. E um filme que diverte e faz pensar é sempre bem vindo.

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