26 de mai de 2012

Crítica: Homens de Preto 3

Posted by Bueno Neto On 16:56 0 comentários


"Homens de Preto: protegendo a Terra da escória do universo", este era o lema do filme de 1997. Quinze anos depois e três filmes que mudaram muito a cara da agência secreta, continuam seguindo fielmente o lema, mesmo que pra isso eles precisem dar um passo além e viajar no tempo. Apesar de utilizar a premissa clássica de viagem no tempo, na formula já conhecida e testada em vários filmes de ficção científica, homens de preto 3 soube novamente misturar Sci-Fi com humor e ação.

A trama segue quando Boris, o Animal, foge de uma instalação de segurança máxima na lua com planos de se vingar do homem que o prendeu por quarenta anos e ainda destruiu seu braço, mas o plano de vingança vai muito além de uma desforra: é voltar no tempo e matar o Agente K antes de ser derrotado e assim alterar todo o futuro. 

A premissa não é original e não traz novidades para quem é fã do gênero, mas para compensar  temos as brilhantes atuações de Tommy Lee Jones, que apesar de pouco tempo de tela soube demonstrar sentimentos até para um agente que não demonstra sentimento algum. Ele soube dosar o humor que acaba vindo dessa insensibilidade em um discurso "emotivo" no funeral de um agente (não, sem spoilers aqui), ou até o semblante triste de quando ele encontra a nave do fugitivo Boris, tristeza essa que só descobrimos o motivo no final do filme. 



As atuações e os momentos de humor do filme são realmente o ponto forte. Josh Brolin como o jovem agente K, está perfeito nos trejeitos e expressões, e realmente nos faz acreditar que ele é Tommy Lee Jones mais jovem. Will Smith soube trabalhar seu personagem e mostrar que o agente J evoluiu muito desde a época de novato do primeiro filme e faz isso sem perder o humor espontâneo de seu personagem. 



Juntando as boas surpresas que o filme traz temos o personagem Griffin, interpretado por  Michael Stuhlbarg, que soube ser carismático mesmo tendo no filme uma função cruel que é explicar as possibilidades de uma viagem no tempo e conduzir o filme, amarrando pontas soltas. Felizmente o personagem aborda o tema de forma divertida e espetacular lembrando muito Doc Brown do filme "De volta para o futuro", que explicava os problemas da viagem no tempo de uma forma tão louca quanto o próprio personagem. Mais um paralelo com "De volta para o futuro" é a presença de Emma Thompson, a mãe de Martin McFly, que em MIB é a Agente O,  sempre perto das viagens no tempo mas nunca viajando. O vilão, Jemaine Clement, faz um bom trabalho sendo aterrorizante, não só pelo que pode usar, mas pela risada falsa (que ele nem parece saber para que serve) e tom de voz que muda, mesmo quando ele fala com ele mesmo. A maquiagem também ajuda o aspecto assustador, principalmente com os dentes.



Ouros pontos divertidos são os easter eggs, como os já comuns ETs monitorados, que nesse filme têm nomes como Lady Gaga, Justin Bieber, Barbra Streisand e até Tim Burton, entre muitos outros. Outro ponto interessante é a "presença" do pai da Pop Art, Andy Warhol e sua Fábrica, com direito a piadas sobre futilidades que o cercam, entre outras. Mas a melhor piada do filme é uma dita involuntariamente por uma criança no colo da mãe, logo no começo.


Olhem para a luz e esqueçam do segundo filme!




Homens de Preto 3 não traz novidades, mas é um passatempo divertido, que faz homenagens aos filmes de aliens dos anos 60, além de manter e respeitar a narrativa da série e dar um final satisfatório, que pode ou não ter mais (boas) continuações.

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